sexta-feira, 5 de junho de 2009

Acontece!


Sujeito da peste aquele neh... ai pensa que se manda de qualquê jetu...e o pió é qui si manda mermo homi ...quando c pensa que foi de causo pensado .... num foi. Pura sorte mermo parece que nasceu com aquele negociu do meio da bunda virado pra riba. aaa bixin oque foi que queria ter tinha, e nao corria atras nao. era meio assim ...quase assado.
mastigava um palito igual esse meu aqui só que o dele nao acabava nao. ia prum lado, virava pro outru e acho que ja ta crianu um mião ja... de tanto correr as canela do fii duma egua é siquinha nem anuncia carne.

Esses dia ai peguei o desgraçado segurando a mão no pau, pulando igual uma gazela, atraz da fia da Maria Merceds, o bixu gritava e não tinha vergonha não.. a bixinha da fia da Merceds tava pavorada que só.... e o malandro ainda pegô ela e meteu na bixa, que no final das contas achei que a desgramadinha era até virge de tanto sangue que tinha no redor de onde suscedeu o ocorrido.

Eu que não sou burro, nem mermo jumento, preferi ficar na minha, assim meio de mansin e nem deixei que o fí duma égua me vissi não, do jeito que ele éh, é bem capaz de a culpa ser minha e ele que tivessi oiando o acontecimento e num ia pricisar nem abrir aquele buraco que cria um monte de dente, era só ficar na dele assuntando, que os homi num desconfiava, mas moço... cê cridita que ate eu achei te imaginado essa estória? o cabra safado não tem cara nao. Pura sorte mermo.

Rouba galinha, come muié dos outros muda de safadeza que é uma belezura, tem carro que nunca fica na mão, mas é dele, um jetu manso que jésus maria jusé...
e nesse mundão de Deus homi ... cê vende o armoço pra cumê a janta, vê de tudo quanto é coisa, sofre o diabo a quatro, vê gente indo e vindo, mas ficando nesse sertãozao aqui : vê não.... vê ate sorte que não foi escuida. Aí a genti deixa passar neh... como quem nunca quer nada na vida, mar lah no fundo : cê qué sim, qué até oque num imagina, mais se alguem lhe contasse o senhor ia querê .

Deixa eu í embora qi a vida vai passando e num posso me aperrear nao.

(Eloiza Ribeiro)