
Eu quis dizer que não era bem assim
o esquadrilho do seu corpo
sumindo na noite
seus movimentos inertes me depreciando
a cada gole de cerveja
Querendo cortar seu tom simples pelo desejo trivial
e as lágrimas que caíram do meu rosto a cada soluçar...
Os dedos dele (este que tivera ao meu lado , sem rancor, sem triviar meus jestos)
fora o que ficara quando te queria suplicante na noite
Vontade surreal, retirada da última conjugação da lua crescente sem brilho de chuva
Antes esta, noite que tivera fim,
fim de munndo,fim de mim...
Quiz um Buarque pra decolar
esta trágica imperfeição de palavras e sonhos...
Você podia ter me batido,esfaqueado
Preferia morrer ao teu desprezo
EU NÃO PRESTO, EU NÃO PRESTO
E não dou a mínima pras bocas tortas de ciúmes egoista que tive das estrelas...
Perdido de palavras decompostas,
metricamente em movimentos suaves
em forma de aspirais de vento solares
da nossa alcateia medieval.
Eloiza Ribeiro/ Paulo Pereira
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